| Wednesday, 19-Apr-2006 01:29 |
|
San Pedro de Atacama, Chile a Purmamarca, Argentina
|
|
Sete horas da manhã, já estou em pé, "te levanta, vagabundo" velho jargão usado por Pe. Fredolino em programa de rádio matutino em Bagè. De Barba se revira, se revolta, e argumenta que a esta hora na cordilheira faz muito frio, ao que pondero que até tomarmos café, carregar e abastecermos as motos mais os trâmites na alfândega chilena, perderíamos tranquilamente uma hora e meia, mais 40Km em subida com perda de potência, chegaríamos na cordilheira no mínimo em duas horas, já seriam nove horas horário razoável. Nesta discussão, foi-se mais meia hora e o homem nada de levantar até que comecei a conversar com um chileno que estava hospedado no quarto ao lado e queria saber onde tomar café, foi quando De Barba conseguiu se levantar. Tomamos café, preparamos as motos e fomos até o posto de gasolina abastecer e colocar gasolina em tres vasilhames para reabastecimento durante a viagem, já que a do tanque não era suficiente para chegarmos até Susques. Para nossa surpresa, quando pedimos para abastecer os recipientes, os frentistas se negaram argumentando que havia uma lei proibindo este tipo de procedimento em razão do perigo, pois com a pressão na altitude havia o risco de explosão da gasolina. Tivemos que abrir a mochila, pegar uma mangueira, passar a gasolina do tanque para os vasilhames e só então reabastecer as motos. Dali fomos até a aduana, tramites rápidos, tudo certo seguimos viagem quando já eram umas dez e meia e ao longe se via o vulcão Lascar expelir mais fumaça, mas como não era mais novidade, nem perdemos mais tempo. Fizemos a travessia da cordilheira com tranquilidade, o combustível apenas foi suficiente para chegarmos a Susques, onde almoçamos e seguimos em frente com destino a Purmamarca, a 135 km e passando pela Cuesta de Lipan, enorme declive cheio de curvas em cotovelo com variação de 2.000 m de altitude em 42km, uma delícia para quem gosta de pilotar.Chegamos a Purmamarca as sete horas e ali todo o movimento se concentra ao redor da pequena praça, com várias tendas onde são vendidos artesanatos e suvenires. Pequeno povoado de 415 hab, adquire relevância pela admirável paisagem montanhosa em destaque o Cerro das Sete Cores e contando com estrutura de hoteis, hosterias, camping e gastronomia. Nos hospedamos num hostal que fica atrás da igreja, muito bom, com café da manhã por 25,00, notando-se que era uma casa muito grande que foi reformada para a exploração hoteleira em razão da demanda por hospedagem no crescente interesse turistico pela região.
|