| Tuesday, 18-Apr-2006 01:21 |
|
San Pedro de Atacama - Chile
|
|
Às 4:00 da manhã, passou a van para nos buscar. Na agência de turismo nos recomendaram levar agasalho pois os geysers estão a uns 4.300 m e antes de o sol nascer faz frio. Achei um exagero do De Barba levar tanta roupa! Pensei comigo: este cara vai tomar um suador com esta calça de cordura, como em outras oportunidades. Levei a jaqueta de cordura, realmente boa para frio, uma calça jeans e na última hora peguei uma ceroula, só para garantir. Na van, com calefação, uma maravilha! Mas quando lá chegamos, por volta das 6:30 e que descemos....O companheiro estava certíssimo! A temperatura devia estar por volta de 0º, dei uma pequena caminhada e voltei o mais rápido que pude(correr não podia, tontearia na altitude) para a van, vesti a bendita ceroula e ainda assim não resolveu. Passei frio! Mas à medida que o tempo passava, o frio foi diminuindo até ficar suportável. Na excursão, além do motorista, uma alemã, um frances, um espanhol, uma sueca e um casal de irmãos chilenos, De Barba e eu. Foi servido um café com leite e croissant, onde todos se apresentaram, iniciando uma maior integração no grupo. Visitamos os geysers e entre eles há uma piscina natural, com água termal, onde a temperatura gira em torno dos 54º e muita gente aproveita para tomar um banho. Os Geysers del Tatio é um campo geotérmico de origem vulcânica, onde a água e o vapor brotam violentamente da profundeza da terra, lançando água quente até os quatro m de altura. Por volta de 11:00 iniciamos o retorno, com algumas paradas para fotos enquanto o motorista ia mostrando lagoas com pelicanos, vicunhas e vulcões inativos, contando a história do lugar. Por volta das 13:25, ao contornar uma montanha, ele freiou de sopetão e aos gritos: Miren, miren el Lascar!!!! Emocionante, ao longe, a uns 50 km, o vulcão ativo Lascar, que entrou em erupção pela última vez em 1993, lançava fumaça a 3 km de altitude, formando o que parecia ser uma explosão atômica. Nos sentimos completamente recompensados, jamais imaginaríamos ver um vulcão em plena erupção, justo no primeiro dia em Atacama. De volta a San Pedro, almoçamos e depois de uma siesta, pegamos as motos e fomos visitar o museu arqueológico Gustavo Le Paige e o Valle de la Luna que fica a 15 km, na Cordilheira do Sal, e que leva este nome em razão das formas e cores das rochas ali encontradas, dando à paisagem uma aparência lunar. Observar deste lugar o entardecer, vendo ao longe os vulcões e como a luz faz variar de tonalidades até o vermelho intenso, é realmente de tirar o fôlego. Enquanto jantávamos, no Cafe Adobe Restaurant, fizemos uma avaliação de nossa viagem e chegamos à conclusão que o resultado tinha sido muito positivo, superando largamente as expectativas e, satisfeitos, decidimos: hora de voltar para casa.
|
|